A Samsung iniciou 2026 deixando claro que a inteligência artificial será o eixo central da sua estratégia em celulares, TVs e dispositivos conectados. Em apresentação recente, a empresa afirmou que pretende dobrar rapidamente o número de aparelhos com IA embarcada, chegando à marca de 800 milhões de dispositivos com recursos inteligentes ativos.Nesse novo ciclo, a companhia aposta fortemente no Galaxy AI, conjunto de ferramentas que mistura modelos próprios com tecnologia do Google para tradução em tempo real, assistentes contextuais e automações no dia a dia. A ideia é que funções antes restritas à nuvem passem a rodar direto no aparelho, reduzindo latência e ampliando privacidade.Para o mercado, o plano da Samsung reforça a corrida entre grandes fabricantes para dominar a camada de IA dos sistemas operacionais móveis. Ao integrar profundamente esses recursos ao Android customizado da marca, a empresa tenta criar diferenciais em relação a outros fabricantes e, ao mesmo tempo, não deixar que Google e concorrentes controlem sozinhos a experiência de uso.Na prática, usuários brasileiros podem esperar celulares, tablets e TVs com maior capacidade de entender comandos em linguagem natural, resumir conteúdos, ajustar configurações de forma automática e até traduzir conversas ao vivo. Essas funções devem se tornar argumento-chave em campanhas de marketing e na segmentação de produtos premium.O próximo passo será transformar essa base de 800 milhões de dispositivos em uma plataforma para novos serviços e assinaturas digitais. Com mais dados e interação constante, a Samsung poderá oferecer recomendações personalizadas, integrações com casas inteligentes e parcerias com apps de streaming, fortalecendo sua presença no ecossistema de IA de consumo.

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