O Google começou a liberar para um grupo maior de usuários uma versão de busca com IA generativa totalmente integrada ao Gemini, em um movimento visto como o maior redesenho do mecanismo desde o surgimento do PageRank. A novidade passa a responder perguntas complexas em linguagem natural, gerando resumos, comparações e passos recomendados diretamente no topo da página de resultados.Nos testes mais recentes, a empresa ampliou o tempo de exibição das respostas geradas por IA, adicionou citações mais visíveis e passou a permitir que o usuário refine o texto com comandos adicionais, como pedir mais detalhes técnicos ou uma explicação mais simples. Em paralelo, o Gemini ganhou atualizações para lidar melhor com consultas multimodais, combinando texto, imagens e vídeos em uma só resposta.Para o mercado, essa nova fase é estratégica: o Google tenta provar que consegue incorporar IA generativa sem comprometer a confiabilidade dos resultados nem canibalizar o modelo de anúncios que sustenta a receita da companhia. Concorrentes como Microsoft e startups de IA pressionam com experiências mais conversacionais, o que aumenta o risco de migração de usuários se a transição for lenta.O impacto para o usuário brasileiro tende a ser gradual. Inicialmente, o recurso está mais avançado em inglês, mas o Google tem sinalizado expansão rápida para outros idiomas e regiões, inclusive para buscas móveis em Android e iOS. À medida que a IA generativa se consolida, especialistas projetam uma busca menos baseada em lista de links e mais em respostas contextualizadas, o que deve afetar profundamente estratégias de SEO, produção de conteúdo e publicidade digital.

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