O Google começou a ampliar globalmente o uso do Gemini, sua família de modelos de inteligência artificial generativa, integrando a tecnologia de forma mais profunda à busca e a outros serviços-chave. A mudança mira manter a liderança em um cenário em que Microsoft e OpenAI pressionam com copilotos e chatbots cada vez mais capazes.Nos bastidores, a gigante detalhou melhorias de contexto, redução de alucinações e suporte multimodal mais robusto, capaz de combinar texto, imagem, áudio e, em alguns casos, vídeo na mesma interação. Essa evolução vem acompanhada de ajustes de segurança, filtros de conteúdo sensível e ferramentas para empresas customizarem modelos com dados próprios.Do ponto de vista de mercado, o movimento reforça a estratégia do Google de transformar a busca em uma camada conversacional e assistiva, reduzindo a dependência de links azuis tradicionais. Para anunciantes e criadores, isso pode alterar a forma de aparecer nos resultados, com mais respostas diretas da IA e menos cliques orgânicos.O próximo passo deve ser a integração ainda mais agressiva do Gemini ao Android, ao Chrome e ao Workspace, criando experiências de sistema operacional “centradas em IA”. Especialistas apontam que 2026 tende a consolidar essa fase, com usuários brasileiros vendo assistentes mais proativos em português, inclusive em tarefas locais como compras, serviços públicos e educação.

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