A Apple está vivenciando sua maior reestruturação de liderança desde 2011, com mudanças significativas em áreas críticas como inteligência artificial, design, jurídico, operações e finanças. A empresa, uma das mais valiosas do mundo, está se posicionando para enfrentar os desafios tecnológicos dos próximos anos através de uma renovação estratégica de seu corpo executivo.Para comandar seus esforços em inteligência artificial, a Apple contratou Amar Subramanya, veterano com 16 anos de experiência no Google, onde foi chefe de engenharia do assistente de IA Gemini, além de ter passado pela Microsoft como vice-presidente corporativo de IA. Essa contratação de destaque reflete a determinação da empresa em acelerar sua presença no mercado de IA, área onde enfrentou críticas por seu desempenho limitado em 2025.As mudanças também indicam uma alteração nas prioridades estratégicas da Apple. Enquanto o CEO Tim Cook se destacou em eficiência operacional e gestão de cadeias globais de suprimento, a empresa agora pode enfatizar mais a inovação em hardware e a diferenciação de produtos, especialmente em categorias emergentes onde IA e design se encontram. A nomeação de novos líderes em IA e design sugere que a Apple está dobrando a aposta naquilo que sempre a diferenciou: produtos inovadores com tecnologia de ponta.Especialistas indicam que 2026 será um ano decisivo para a Apple, que deve acelerar seus esforços em inteligência artificial, lançar novos designs de iPhones e enfrentar reguladores para garantir seu posicionamento de longo prazo em um cenário tecnológico que muda rapidamente. As perdas de talentos em pesquisa de IA para concorrentes como Google, Microsoft e OpenAI sugerem atritos internos que a empresa busca resolver com essas contratações estratégicas.

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