Um júri federal na Califórnia condenou a Apple a pagar US$ 634 milhões (R$ 3,37 bilhões) à empresa de dispositivos médicos Masimo por infringir uma patente relacionada à tecnologia de leitura de oxigênio no sangue em smartwatches. A decisão marca um capítulo importante na disputa legal entre as duas empresas que se estende por anos.A patente em questão cobre tecnologia de monitoramento de oxigênio no sangue, funcionalidade que foi integrada ao Apple Watch. Segundo a Apple, a patente expirou em 2022 e é específica para tecnologia histórica de monitoramento de pacientes de décadas atrás. A empresa afirmou que a Masimo processou a Apple em vários tribunais nos últimos seis anos, reivindicando mais de 25 patentes, a maioria das quais foi considerada inválida.Este conflito teve consequências práticas significativas no mercado. Em 2023, um tribunal de comércio dos Estados Unidos bloqueou a importação dos smartwatches Apple Watch Series 9 e Ultra 2 após concluir que a tecnologia da Apple infringia patentes da Masimo. Para contornar a proibição, a Apple removeu a função de medição de oxigênio no sangue de seus relógios.Em agosto de 2025, a Apple relançou uma versão atualizada da tecnologia com aprovação da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA. Atualmente, a Comissão de Comércio Internacional (ITC) dos Estados Unidos abriu um novo procedimento para determinar se os relógios atualizados ainda devem ficar sujeitos à proibição de importação. A Apple não concordou com a condenação e informou que irá recorrer da decisão em tribunal federal de apelações.

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