Inteligência artificial divide opiniões na COP30 entre benefícios climáticos e impactos ambientais

A inteligência artificial emergiu como tema central de debate durante a COP30, gerando discussões acaloradas sobre seu potencial transformador e seus riscos ambientais. Enquanto especialistas destacam as aplicações benéficas da IA para agricultura e adaptação climática, analistas alertam para os impactos negativos dos grandes centros de armazenamento de dados.A tecnologia pode gerar informações valiosas que ajudam agricultores a melhor administrar as condições da água e do solo, otimizando recursos naturais e aumentando a produtividade. Porém, os datacenters necessários para processar essa quantidade massiva de dados consomem volumes extraordinários de água, agravando a crise hídrica em regiões já vulneráveis.O Brasil, assim como outros países, está em uma corrida para atrair esses centros de dados, buscando investimentos e desenvolvimento tecnológico. Contudo, representantes do Idec alertam que o país deveria aprender com experiências internacionais, como a moratória implementada nos Países Baixos e as remoções de datacenters no Chile e Uruguai, que foram desinstalados devido ao consumo excessivo de água.O acesso equitativo às tecnologias de IA é um dos temas que serão negociados na conferência da ONU. A discussão reflete a necessidade urgente de equilibrar inovação tecnológica com responsabilidade ambiental, garantindo que o avanço da IA não comprometa recursos naturais essenciais para as futuras gerações.

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